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Em entrevista ao Jornal Nacional, nesta sexta-feira (14/9), o candidato petista ao Palácio do Planalto, Fernando Haddad, acusou o PSDB de sabotar o governo da ex-presidente Dilma Rousseff e, com isso, ter provocado a crise pela qual o país atravessa. O petista citou em vários momentos a entrevista dada pelo ex-presidente do PSDB Tasso Jereissati ao jornal Estado de São Paulo, na qual ele reconhece erros dos tucanos em articulações que levaram ao impeachment.

“Eu tenho todas as razões para acreditar que o PSDB não vai sabotar como fez com a presidenta Dilma”, como admitido por Jerissati na entrevista. “A sabotagem que ela sofreu teve mais influência na crise que os erros cometidos antes de 2014”, disse Haddad, referindo-se à aprovação de pautas no Congresso Nacional, aumentando despesas para o governo, quando Dilma optava por uma ajuste fiscal. Esse pacote de medidas é conhecido como “pautas bomba”.

Fernando Haddad defendeu a ex-presidente e atacou a Rede Globo. Ao responder ao questionamento do William Bonner sobre corrupção, na qual o apresentador indicou a ex-presidente, Haddad respondeu: “A presidente Dilma Rousseff não é ré em processo algum”.

Bonner retrucou: “Mas é investigada”.

Haddad rebateu: “Mas a Rede Globo também é investigada”.

O petista não aceitou generalizações apresentadas em relação a corrupção durante os governos petistas. “Tem de individualizar e cada um paga por seus atos”, reclamou.

Haddad assumiu o primeiro lugar na chapa na última terça-feira (11/9), após a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esgotar todos os recursos para que ele representasse o partido na corrida eleitoral pelo Palácio do Planalto.

A escolha foi feita pelo próprio Lula e comunicada em carta no início desta semana. Agora, Haddad enfrenta o desafio de angariar os votos de Lula, primeiro colocado das pesquisas deste ano até a impugnação de sua candidatura.

No JN, Haddad ainda defendeu que os governos petistas foram os que mais deram condições às instituições de controle da corrupção de trabalharem. “Há dois governos possíveis: os que fortalecem os mecanismos que combatem a corrupção e os que enfraquecem as instituições que mais combatem a corrupção. O governo do PT foi o que mais investiu”, disse Haddad. “Se você não fortalece os mecanismos, você não descobre corrupção”, completou.