Governador de Santa Catarina discute situação financeira com Bolsonaro

Comandante Carlos Moisés esteve no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília, nesta quinta-feira (22/11), e pediu socorro ao estado

Vinícius Santa Rosa/ MetrópolesVinícius Santa Rosa/ Metrópoles

atualizado 22/11/2018 16:13

Futuro governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL-SC) compareceu ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) nesta quinta-feira (22/11) para conversar com o presidente eleito, Jair Bolsonaro, e o indicado a ministro da Economia, Paulo Guedes. O encontro foi para tratar das condições econômicas do estado e possíveis privatizações.

Moisés, que é coronel da reserva do Corpo de Bombeiros catarinense e adotou a alcunha “comandante” durante a campanha, expôs a Bolsonaro e Guedes dificuldades que o estado atravessa.

“Santa Catarina teve um rebaixamento no índice econômico [em março de 2018, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou de BB para BB- o rating do estado] e está em situação semelhante a de outros estados. Vim conversar com o presidente [Bolsonaro] e o ministro [Paulo Guedes] para melhorar a situação de lá”, disse Moisés ao Metrópoles.

Sem entrar em detalhes, o governador eleito afirmou que pretende discutir, em breve, possibilidades de privatizações no estado. Não citou empresas nem órgãos e jogou a responsabilidade para o governo de transição e a Secretaria de Privatizações. “Temos condições de reverter as condições econômicas de qualquer empresa. Mas se for preciso, faremos alguma privatização”, disse.

Uma das bandeiras de campanha do pesselista era a de “enxugamento do Estado”, o que reforça a intenção de diminuir a máquina pública. Em seu plano de governo, que contém cinco páginas, ele chega a dizer que o “Estado é aparelhado para saquear o dinheiro público”.

Na quarta-feira (21/11), o próximo governador de Santa Catarina participou do encontro do PSL no centro de Brasília. Dedicado a novos e antigos parlamentares, a reunião contou com a presença de Jair Bolsonaro. Para o comandante Moisés, a conversa serviu para alinhar discursos e discutir possíveis líderes da sigla no Congresso.

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