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Diante da aceitação por parte do juiz Sérgio Moro de ser o ministro da Justiça do próximo governo, deputados do PT passaram a exigir, nas redes sociais, a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso desde abril, na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba.

A senadora Gleisi Hoffmann apontou a “politização” das decisões do juiz que condenou Lula, em primeira instância, no processo que apura a propriedade de uma apartamento no Guarujá, litoral de São Paulo, cuja sentença o mantém preso desde antes da eleição.”Ajudou a eleger, vai ajudar a governar”, disse a presidente do partido em sua conta no Twitter.

“Moro será ministro de Bolsonaro depois de ser decisivo pra sua eleição, ao impedir Lula de concorrer. Denunciamos sua politização quando grampeou a presidenta da República e vazou para imprensa; quando vazou a delação de Palocci (ex-ministro Antonio Palocci) antes das eleições. Ajudou a eleger, vai ajudar a governar”, disse a presidente do partido.

O deputado Paulo Teixeira também usou sua conta no Twitter para contestar a isenção do juiz que condenou Lula em primeira instância. “Ministros do Supremo Tribunal Federal. Anulem a condenação do Lula e concedam a ele a liberdade. As razões da prisão sem provas foram escancaradas: Moro aceita convite para exercer o cargo de ministro da justiça de Bolsonaro!”, questionou Teixeira, que é vice-presidente do PT.

Para o deputado Wadih Damous, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Rio de Janeiro, disse que Moro carregarpa para sempre a pecha de ser um juiz parcial, sem isenção. “Moro será o pilar do estado policial-fascista brasileiro. Mas também carregará para sempre a pecha de juiz parcial e sem isenção. Ele tem que se afastar ou ser afastado imediatamente dos processos da lava jato, em particular os que envolvem o ex presidente Lula”, disse o deputado.