Fux rejeita recurso e votação presidencial da Câmara continua secreta

Vice-presidente do STF analisou recurso do deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), que pedia votação aberta para definição do chefe da Casa

CARLOS HUMBERTO/STFCARLOS HUMBERTO/STF

atualizado 21/01/2019 16:39

O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, decidiu manter a decisão do presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, sobre a eleição para definir a nova presidência da Câmara dos Deputados, em 1º de fevereiro, ser secreta. Fux analisou um recurso do deputado federal eleito Kim Kataguiri (DEM-SP), que acionou a Corte para a votação ser aberta. Contudo, teve o pedido negado por Toffoli no último dia 9.

Ao entrar com recurso contra a decisão de Toffoli, Kataguiri ressaltou que todos os atos da Câmara “devem passar pelos meios republicanos de controle” e o voto secreto “afronta princípios e normas constitucionais, motivo pelo qual se faz imperiosa a concessão da segurança pretendida a fim de que o voto seja público”.

O recurso do deputado federal eleito foi analisado por Fux, que está comandando o plantão do Supremo pelos próximos dias. O STF retoma as atividades no dia 1º de fevereiro.

“A análise dos autos, todavia, revela não mais subsistir o requisito da urgência necessário ao enquadramento da matéria no art. 13, VIII, do regimento interno do Supremo Tribunal Federal. Encaminhe-se o processo à Secretaria Judiciária para dar cumprimento às determinações do Ministro Presidente”, concluiu Fux.

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