O pastor Marco Feliciano (PSC-SP), vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, resolveu colocar em prática as ameças que vinha fazendo ao general Hamilton Mourão. O parlamentar prometeu que nesta terça-feira (16/4) entrará com um pedido de impeachment do vice-presidente da República, algo inédito no Brasil.

No último domingo (7), Feliciano já havia avisado, na sua conta do Twitter que, caso Mourão não assumisse uma “postura digna e leal” ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), ele iria entrar com pedido de retirada do vice do governo. “Eu mesmo vou protocolar um pedido de impeachment, por comportamento indecoroso”, postou.

Os insultos recomeçaram devido a declarações feitas por Hamilton Mourão na Brazil Conference, nos EUA, de que, no lugar de Bolsonaro, teria escolhido outras pessoas para trabalhar com ele.

Feliciano ficou especialmente irritado com uma foto que o vice postou no Twitter ao lado de estudantes brasileiros na Universidade de Harvard e bolsistas brasileiros patrocinados pela Fundação Lemann.

O deputado replicou o tuíte de Mourão e seus seguidores atacaram. Um deles avisou que a Fundação Lemann patrocina a revista Nova Escola, que seria uma “publicação educacional de extrema-esquerda, responsável por décadas de difamação da Forças Armadas dentro das escolas brasileiras”.

Crime de responsabilidade
“Pergunto se há algo mais indigno que a conspiração contra Jair Bolsonaro”, questionou o pastor Feliciano pela rede, ao acusar Mourão de crime de responsabilidade.

Para o deputado, o vice não respeita a hierarquia e contradiz o presidente diariamente. “Isso não é bom para o Brasil”, afirmou.