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Nesta terça-feira (7/11), Job Ribeiro Brandão, ex-assessor de Geddel Vieira Lima, confessou à Polícia Federal (PF) que recebia do ex-ministro quantias entre R$ 50 mil e R$ 100 mil, em envelopes pardos, para contar. O dinheiro era parte dos R$ 51 milhões recolhidos pela PF em malas e caixas em um apartamento em Salvador (BA) – havia digitais do ex-assessor nas cédulas. A informação é do blog de Fausto Macedo, do Estado de São Paulo.

Job é assessor dos políticos da família Vieira Lima há anos e já trabalhou para o pai do ex-ministro, Afrisio Vieira Lima, falecido no ano passado, e também para o irmão do Geddel, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).

O ex-assessor foi preso após a PF confirmar que eram suas as digitais encontradas no “bunker” de Salvador. Detido desde 18 de outubro em regime domiciliar, Job teve sua fiança de 100 salários mínimos reduzida pela metade após o relator do caso, ministro Edson Fachin, acolher recurso da defesa.


À Polícia Federal, Job afirmou que passou, a partir de 2010, a receber com maior frequência de Geddel “dinheiro na residencia da mãe” do peemedebista, para que o contasse.

O ex-assessor disse ainda que “o dinheiro era apresentado em envelopes pardos e as somas giravam em torno de R$ 50 mil a R$ 100 mil”.

De acordo com Job, “a contagem era feita, em regra, em uma sala reservada que funcionava como gabinete”.

 

 

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DelaçãoAssessor"bunker" do Geddel
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