Ernesto Araújo: Bolsonaro irá a países árabes ainda neste semestre

Ministro das Relações Exteriores não especificou locais, mas ressaltou parcerias com os Emirados Árabes Unidos

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 04/04/2019 15:46

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse nesta quinta-feira (4/4) que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) visitará países árabes ainda no primeiro semestre deste ano. De acordo com o ministro, o Itamaraty já elabora uma agenda de visitas que deve incluir os Emirados Árabes Unidos.

“Temos tido um relacionamento especial com os Emirados Árabes Unidos. Há a intenção de preparar visitas presidenciais a países-chave daquela região [árabes e Oriente Médio] proximamente, ainda no primeiro semestre”, disse o chanceler, após participar de uma audiência pública na Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado.

A visita de Bolsonaro a Israel, incluindo a ida ao Muro das Lamentações, considerado sagrado pelos judeus, e a intenção de transferência da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém são pontos que irritaram o mundo árabe e foram considerados prejudiciais ao comércio com àqueles países.

Bolsonaro recuou ao anunciar somente a abertura de um escritório de negócios em Jerusalém, cidade considerada sagrada por cristãos, judeus e mulçumanos. O motivo do recuo seria um alerta emitido pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, sobre possíveis retaliações comerciais à carne brasileira.

Principais parceiros
“Estamos definindo um programa. Nos próximos dias, se tudo der certo, vamos elaborar um programa de visitas do presidente aos países árabes. Tentaremos fazer no primeiro semestre. Países que sejam nossos principais parceiros, para começar. Depois, iremos a outros. Vamos definir isso brevemente. Grandes parceiros comerciais e que sejam pólos importantes de comércio”, disse o ministro.

Segundo Araújo, as novas parcerias com o mundo árabe incluem projetos na agricultura e na pecuária.

“O chanceler dos Emirados Árabes Unidos já discutiu uma ideia que ele mesmo apresentou, e que nós vamos procurar desenvolver, de melhor utilizar o hub de distribuição excepcional, que eles possuem, para melhor acesso ao mercado da Índia de produtos alimentícios, em benefício, é claro, do agronegócio brasileiro”, concluiu Araújo.

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