Empresário diz que Queiroz esteve em QG da campanha de Bolsonaro

Paulo Marinho afirmou que ele estava sempre acompanhado do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), de quem seria "motorista e segurança"

atualizado 10/12/2019 18:52

Dono de uma casa usada na campanha do presidente Jair Bolsonaro (PSL) no ano passado, o empresário Paulo Marinho declarou que o ex-assessor do senador Flavio Bolsonaro (PSL-RJ) Fabrício Queiroz esteve no local por “por duas ou três vezes” durante o período eleitoral. A revelação foi feita em reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, nesta terça-feira (10/12/2019), no Congresso Nacional.

Queiroz é suspeito de operacionalizar a chamada “rachadinha”, esquema de desvio de salários, no gabinete de Flávio, quando ele ainda era deputado estadual pelo Rio. Em todas as ocasiões em que esteve na casa, segundo Marinho, Queiroz acompanhava o filho do presidente.

“Ele servia o senador como motorista, e eventualmente como segurança, não sei qual era o trabalho que fazia; nas vezes em que o senador Flávio foi à minha residência, estava acompanhado do Queiroz”, declarou.

Atualmente, Paulo Marinho atua como presidente do PSDB no Rio, além de ser o primeiro suplente de Flávio. Perguntado sobre a participação de Flávio no esquema da “rachadinha”, ele afirmou avaliar que o parlamentar é “inocente” e foi traído pelo ex-assessor.

Ele também foi questionado sobre sua afirmação de que fake news eram disparadas dessa casa. Paulo alegou ter sigo “mal-interpretado”: “O que eu repassava eram memes, o que eu chamo de fake news é aquela coisa de produzir uma desconstrução da idoneidade de uma determinada pessoa e tentar viralizar”, argumentou.

Rachadinha
Na semana passada, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) retomou as investigações contra o senador no esquema. O processo estava suspenso desde que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, determinou que os órgãos de controle, como o antigo Conselho (Coaf) – atual Unidade de Inteligência Financeira (UIF) – não poderiam compartilhar dados fiscais e bancários com o MP até o julgamento do mérito da questão pelo plenário da Corte.

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