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O operador financeiro Lúcio Funaro disse, em seu acordo de delação premiada, que o presidente Michel Temer (PMDB) recebeu propina durante a obra da usina de Angra 3, no Rio de Janeiro. A declaração foi revelada no site do jornal O Globo, nesta terça-feira (12/9).

O conteúdo da delação está sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF), pois cita políticos com foro privilegiado. O jornal afirma que Funaro, apontado como um dos operadores do PMDB, explicou para a Justiça todo o funcionamento do esquema de propinas.

O corretor, que está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, elencou quatro pessoas como operadores do presidente: José Yunes, seu ex- assessor; Wagner Rossi, ex-ministro da Agricultura; Marcelo Azeredo e o coronel João Batista Lima Filho. De acordo com o relato, Yunes seria o principal intermediário e usava a empresa de Lima, a Argeplan, para lavar os ganhos indevidos com o contrato de Angra 3.

Delatores de empreiteiras, como a UTC, a Andrade Gutierez e a Camargo Corrêa, já relataram à Lava-Jato que houve propina envolvendo o PMDB na obra. Rossi e Azeredo, disse Funaro, operavam as propinas do Porto de Santos.

As denúncias coincidem com a autorização dada ao ministro do STF Luís Roberto Barroso, nesta terça (12), para uma nova investigação contra Temer e o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). A apuração inclui supostos crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro envolvendo o Decreto dos Portos, que teria favorecido uma empresa do setor, a Rodrimar S/A.

 

 

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