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O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Esteves Colnago, afirmou nesta sexta-feira (31/8), durante coletiva de imprensa, que não há previsão nem autorização para a abertura de novos concursos públicos. A estimativa é que sejam mantidos apenas os editais já publicados.

Segundo o ministro, os concursos já divulgados – como os da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal (PF), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Associação Brasileira de Inteligência (Abin) –  serão realizados.

Colnago afirmou que o atual governo vai deixar uma reserva orçamentária de R$ 411 milhões para o caso de o próximo presidente querer realizar algum certame. Se o eleito não tiver intenção de utilizar os recursos dessa forma, a verba poderá ser realocada para outras áreas.

“Às vezes, temos decisões judiciais que nos levam a fazer concursos públicos. Essa reserva é para fazer face a alguma emergência”, disse Esteves Colnago.

Reajuste dos servidores
Mais cedo, no mesmo evento, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, pronunciou-se sobre o adiamento do reajuste salarial dos servidores da União. Guardia disse que a equipe econômica ganhou a disputa com as demais áreas do governo federal e conseguiu deixar o ajuste para o próximo ano.

A equipe econômica venceu a queda de braço com o presidente, que insistia em garantir o aumento para o dinamismo no início de 2019. Até a manhã de hoje, ele mantinha esse posicionamento. Foi, enfim, convencido pelos ministros.

De acordo com Guardia, a postergação do reajuste do funcionalismo público para 2020 está dentro do compromisso do presidente de buscar o ajuste fiscal e o equilíbrio das contas públicas.