Discurso de Maia foi de estadista, diz Ramos sobre Previdência

Ministro da Secretaria de Governo lembrou, no entanto, que partiu de Bolsonaro a coragem de enviar o projeto à Câmara

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 12/07/2019 12:36

O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, indicou que quer basear o trabalho de articulação com parlamentares no diálogo. “Estou com a missão de ser uma ponte entre Executivo e Legislativo”, disse. Segundo o general, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), soube conversar com os pares com o objetivo de garantir o sucesso na votação da reforma da Previdência e chamou o mérito para si. “O discurso de Maia foi um discurso de estadista”, avaliou.

Apesar de, na ocasião, Maia ter dedicado ao Centrão a aprovação do texto-base com o placar de 379 votos favoráveis e 131 contrários, Ramos lembrou que a primeira atitude, do envio da proposta, partiu de Jair Bolsonaro (PSL). “O presidente teve a coragem de enviar a Previdência ao Congresso”, ressaltou.

A avaliação do ministro foi feita durante café da manhã com jornalistas que fazem a cobertura do Palácio do Planalto, do qual o Metrópoles participou, na manhã desta sexta-feira (12/07/2019).

Sobre a possibilidade de modificação no texto-base, com a votação de destaques, o ministro da Secretaria de Governo avaliou que o processo faz parte da democracia. “Independentemente dos destaques, foi uma vitória significativa. É a melhor reforma? Poderia ser melhor, mas é a possível”, afirmou, alinhado ao discurso de Bolsonaro.

Luiz Eduardo Ramos explicou que, no momento, não pretende formar uma base parlamentar para o governo no Congresso e se colocou como coadjuvante na aproximação com o Parlamento, até então a cargo do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Segundo o general, também foi de responsabilidade de Onyx a negociação de emendas parlamentares, considerada uma prática da “velha política”. Para Ramos, todavia, a iniciativa não configura nenhuma ilegalidade e foi executada de forma transparente. “Eu não vejo como velha política. É justo, é democrático”, afirmou.

Ramos avaliou que, no fim, as emendas servirão para benefício da sociedade se forem aplicadas adequadamente. “Isso tem que ter um controle para não haver desvios”, pontuou.

Emendas
Para o ministro, a liberação de emendas parlamentares pelo governo Bolsonaro durante negociações pela reforma da Previdência não é uma prática da “velha política”. “Quando você fala de nova e velha política, você cria um antagonismo. Política é política”, afirmou.

“Tirando o regime militar, qual foi o presidente que teve coragem de nomear ministro sem ser porta fechada?, indagou. “Isso é boa política”, declarou, referindo-se à gestão de Bolsonaro.

Segundo Ramos, a negociação para liberação de emendas ficou a cargo de Lorenzoni e foi executada de forma transparente. “Não é que o presidente se dobrou à velha política. Creio que o passado não era tão republicano”, afirmou.

O ministro avalia que a verba das emendas retornam para a sociedade, caso não haja corrupção nesse caminho. “Isso tem que ter um controle para não haver desvios”, pontuou.

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