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Enviadas especiais a Curitiba (PR) – Segundo anunciou Dilma Rousseff (PT), ela vai correr o mundo a fim de mostrar “a injustiça” e que “Lula é um preso político”. A turnê da ex-presidente começa já nesta terça-feira (10/4), na Espanha, quando falará ao público na Casa de América, em Madri. Na quinta, a petista irá ao Colégio de Advogados, em Barcelona.

Da Europa, Dilma partirá para os Estados Unidos, onde fará conferências em universidades da Califórnia. Primeiro em Berkeley, em 16 de abril; depois em Stanford, no dia seguinte; e, por fim, em San Diego, no dia 18.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso desde a noite de sábado (7), quando se entregou à Polícia Federal para começar a cumprir a pena de 12 anos e 1 mês pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá.

ADCs
Detido em uma sala da Superintendência da PF em Curitiba (PR), o petista e seus advogados têm como principal esperança questões judiciais que podem beneficiar condenados de todo o país: as Ações Diretas de Constitucionalidade (ADCs) nº 43 e nº 44. Há grande possibilidade de elas serem analisadas já nesta semana pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Sob a relatoria do ministro Marco Aurélio Mello, os dois pleitos questionam o início da execução penal após condenação em segunda instância. Os responsáveis pelas ações são, respectivamente, o Partido Ecológico Nacional (PEN) e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. Nas peças, as entidades argumentam que a sentença só pode ser colocada em prática depois do trânsito em julgado. Ou seja, quando não couberem mais recursos em tribunal algum.

Com o indeferimento do habeas corpus (HC) de Lula, na última quarta-feira (4), por um placar de 6 votos a 5 no plenário do Supremo, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, e mais dois criminalistas que representam diversos políticos ingressaram com novo pedido de liminar na ADC 43. Os autores requerem a suspensão das execuções penais após segunda instância. Considerando a negativa do HC pelo STF e a prisão do ex-presidente Lula, o magistrado responsável pela relatoria promete trazer questão de ordem para pedir a inclusão das ações em pauta na Corte.

*Colaborou Pedro Alves