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Um diagrama inserido pela Polícia Federal no relatório do inquérito que investiga o “quadrilhão” do PMDB aponta o presidente Michel Temer como o líder do “núcleo político” do grupo. Similar à apresentação feita pelo Ministério Público Federal (MPF) em acusação contra o ex-presidente Lula, o gráfico traz diversas flechas apontando para Temer como o centro do suposto esquema de corrupção do partido.

Ao presidente, responderiam aliados como Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves — ambos presos no âmbito da Operação Lava Jato — e o atual ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, também acusado de receber propina da Odebrecht.

Reprodução/PF

O diagrama traz ainda o ex-governador do DF Tadeu Fillippelli, que atuava como assessor especial de Temer até ser preso na Operação Panatenaico, que apura superfaturamento nas obras do Estádio Nacional Mané Garrincha.

Outros aliados do presidente como Moreira Franco e Rodrigo Rocha Loures, o homem da mala, também aparecem ligados a Temer por meio de flechas.

Ao lado do presidente, aparece o ex-deputado federal Eduardo Cunha, que também comandaria o núcleo político do grupo, segundo as investigações da PF.

Todos os políticos citados aparecem no relatório final da PF sobre o “quadrilhão” do PMDB, encaminhado ao STF nesta semana. Segundo a corporação, Michel Temer teria, sozinho, embolsado R$ 31,5 milhões em vantagens indevidas por meio do esquema.

De acordo com a PF, o presidente possuía poder de decisão do PMDB da Câmara para indicar pessoas para cargos estratégicos e também para fazer a articulação com empresários beneficiados nos esquemas e receber valores de doações eleitorais.

Para os policiais federais, o presidente conta com terceiros para atuar no controle do grupo político. Nesse cenário, os ministros Moreira Franco e Padilha e o ex-ministro Geddel seriam “longa manus” de Temer para obter recursos de empreiteiras e grandes empresas, como a JBS.

Em nota, a PF destacou: “O grupo agia através de infrações penais, tais como corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitação, evasão de divisas, entre outros crimes cujas penas máximas são superiores a 4 anos.”

(Com informações da Agência Estado)

 

 

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