Depoimento de Onyx na CCJ é remarcado para a próxima terça-feira

Em protesto, a oposição entrou em obstrução para que nada seja aprovado até o dia que o ministro atender a convocação

Foto: Rafaela Felicciano/MetrópolesFoto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 12/06/2019 12:00

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, deputado Felipe Francischni (PSL-PR), conseguiu transferir para a próxima terça-feira (18/06/2019) a audiência pública destinada a ouvir explicações do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), sobre o decreto de armas editado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL).

Francischini tomou a decisão após consultar, de forma simbólica, o plenário da comissão sobre a possibilidade de adiamento.

O acordo foi construído na manhã desta quarta-feira (12/06/2019), em um encontro que contou com a presença do ministro e de Francischini, na residência oficial do presidente da Câmara, no Lago Sul.

Onyx alegou compromissos com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e uma reunião com membros do Mercosul para tratar da inclusão do setor de vinhos em regimes especiais tributários.

“Achei a justificação plausível”, disse Francischini, ao defender o adiamento. A decisão resultou em protestos da oposição, que acusou Francischini de fazer o papel de governista, e não de presidente do colegiado.

“Não precisou nem o líder do governo comparecer a esta comissão. Lamento que o presidente tenha feito esse papel”, disse a deputada Maria do Rosário (PT-RS).

Em protesto, a oposição entrou em obstrução para que nada seja aprovado até o dia que o ministro atender a convocação.

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