DEM fecha questão contra alívio a policiais na reforma da Previdência

Luis Miranda (DEM-DF) afirma que partido "não pode deixar passar" fato de que benefício a integrantes da segurança "desidrataria" a economia

Cleia Viana/Câmara dos DeputadosCleia Viana/Câmara dos Deputados

atualizado 08/07/2019 20:56

Após um dia marcado por intensas reuniões entre os partidos e entidades de segurança pública para discutir os novos trâmites da reforma da Previdência, o Democratas decidiu fechar questão e votar contra os destaques a serem apresentados nesta terça-feira (09/07/2019), no plenário da Câmara. Com a decisão, o partido será contrário à inclusão dos benefícios exigidos pelas categorias policiais.

Segundo o deputado Luís Miranda (DEM-DF), a inclusão das propostas dos policiais no texto acarretaria um rombo de R$ 200 bilhões na Previdência. O parlamentar se mostrou favorável aos tópicos exigidos, mas assumiu que, devido ao cenário econômico do país, eles não poderão ser aceitos pelo Congresso Nacional.

“Com os destaques, o texto vai desidratando. Eu respeito a opinião, lógico, minha bandeira é a segurança pública. Mas, como agora todos os destaques são complexos, não tem nenhum destaque simples, não tem como o partido deixar passar”, afirmou.

Para o deputado, os tópicos deveriam ter entrado no texto antes de ser votado pela comissão especial, mas a proposta foi recusada pelas categorias. “Chegamos em um ponto crucial. A inclusão deveria ter sido na revisão do Samuel (Moreira, do PSDB de SP, relator na comissão especial). Agora, em plenário, a decisão é acabar com a previdência ou com os policiais. Infelizmente quem tá votando contra a Previdência, tá votando com os policiais. Mas quem tá votando com os policiais tá indo contra a Previdência”, disse Miranda.

“É uma pauta importante que deve ser tratada de forma especial. Queria que fosse o mais ameno possível, ter tratado em separado para ser uma discussão mais amena. Mas no momento que trouxe a discussão, virou um caos”, completou.

Miranda avalia que o texto-base que vai a plenário entende que as categorias de segurança pública não são iguais e devem ser diferenciadas por isso. Ainda, avaliou que a categoria já foi contemplada em outras partes do texto e, por isso, o impacto da negação do destaque não vai prejudicar os profissionais, como no caso do direito à pensão integral em caso de óbito em campo para as polícias Federal e Civil e inclusão de integralidade e paridade.

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