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O empresário Joesley Batista, principal acionista da JBS, e o executivo do grupo J&F Ricardo Saud devem ser transferidos para Brasília nesta segunda-feira (11/9). No entanto, ainda não há informações se a dupla ficará na Superintendência da Polícia Federal ou se os dois serão encaminhados ao Complexo Penitenciário da Papuda.

Delatores do caso JBS, que mergulhou o governo Michel Temer (PMDB) na crise, Joesley e Saud se entregaram à Polícia Federal em São Paulo neste domingo (10).

Eles tiveram a prisão decretada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que acolheu pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Crimes
Segundo o ministro, Joesley e Saud omitiram informações que eram obrigados a prestar. A prisão se justifica pois os dois fazem parte de uma “organização voltada à prática sistemática de delitos contra a administração pública e lavagem de dinheiro.”

Fachin justificou ainda por que negou o pedido de detenção do ex-procurador da República Marcello Miller. Segundo o ministro, não são “consistentes” os indícios de que Miller tenha sido “cooptado” por organização criminosa. A íntegra da decisão pode ser lida aqui.

Em conversa entregue pela própria defesa da JBS, Saud e Joesley falam sobre a suposta interferência de Miller para ajudar nas tratativas de delação premiada. O ex-procurador ainda fazia parte do Ministério Público Federal quando começou a conversar com os executivos, no fim de fevereiro. Ele foi exonerado da instituição em abril.

 

 

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