Defesa de Lula avalia reação a pedidos para ele voltar à prisão

Uma petição foi apresentada pelo MBL e outra por parlamentares do PSL. Lula é apontado por incitar a violência em discurso ao sair da cadeia

Pedro Vilela/Getty ImagesPedro Vilela/Getty Images

atualizado 12/11/2019 14:52

A banca de advogados que defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está reunida na tarde desta terça-feira (12/11/2019) avaliando ações para se contrapor a dois pedidos de prisão para o ex-presidente já apresentados.

Uma das petições foi protocolada por parlamentares do PSL, senador Major Olímpio (SP) e pelos deputados Sanderson (RS) e Carla Zambelli (SP), na segunda-feira (11/11/2019). Outra foi apresentada pelo Movimento Brasil Livre (MBL), nesta terça-feira (12/11/2019).

Os dois pedidos apontam que Lula teria incitado a violência ao falar, logo após deixar a prisão, em Curitiba, que os brasileiros deveriam “seguir o exemplo do povo do Chile” e “atacar e não apenas se defender”.

Os pedidos também se referem ao ex-ministro e deputado cassado José Dirceu. De acordo com o documento apresentado pelo MBL, Dirceu também incita a violência ao dizer que está agora em uma “trincheira de luta”.

“Eu estava na trincheira da prisão. Agora estou aqui de novo na trincheira da luta. Agora não é a do Lula livre. Agora é para nós voltarmos e retomarmos o governo do Brasil. E para isso nós precisamos deixar claro que nós somos petistas, de esquerda e socialistas. Nós somos o contrário do que esse governo está fazendo”, afirmou Dirceu depois de deixar a prisão. O trecho foi destacado no pedido do MBL.

O MBL postou a seguinte mensagem nesta terça-feira: “Lula mal saiu da cadeia e já está querendo colocar fogo no país. Pedimos ao MPF a prisão preventiva do maior bandido da nossa história”.

As falas de Lula também incomodaram o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), que ameaçou utilizar a Lei de Segurança Nacional contra o ex-presidente. A iniciativa foi cogitada por Bolsonaro após Lula ter prometido rodar o país denunciando o “desmonte do Estado e a perda da soberania nacional promovidos pela atual gestão”. A declaração foi dada em entrevista ao site O Antagonista.

“Temos uma Lei de Segurança Nacional, que está aí para ser usada. Alguns acham que os pronunciamentos, as falas desse elemento, que por ora está solto, infringem a lei. Agora, nós acionaremos a Justiça quando tivermos mais do que certeza de que ele está nesse discurso para atingir os seus objetivos”, disse Bolsonaro.

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