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Por decisão do juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília, as audiências de Eduardo Cunha, o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e outros réus da ação penal que investiga corrupção na liberação do FI-FGTS foram adiadas na tarde desta quarta-feira (20/9).

O magistrado acatou alegação dos advogados de Cunha e Eduardo Alves de que houve cerceamento à defesa, uma vez que eles afirmam não ter tido acesso à delação de Lúcio Funaro, já homologada pelo Supremo, mas que segue em sigilo. Assim, dizem, não tiveram acesso à integra das acusações contra seus clientes e, portanto, não poderiam preparar suas defesas de forma adequada.

Com a decisão, os interrogatórios que estavam agendados para esta tarde foram remarcados para os dias 4 e 9 de outubro. Até lá, Eduardo Cunha permanecerá preso em Brasília pelo menos até a data do último depoimento, no próximo dia 9.

Em Brasília
A defesa do ex-presidente da Câmara, no entanto, ainda tenta conseguir que ele seja transferido definitivamente para Brasília – ele só está na capital (desde o dia 15/9) para este depoimento, devendo, por hora, retornar logo depois à Curitiba (PR).

Ao apresentar o pleito do ex-deputado ao titular da 10ª Vara Federal em Brasília, os advogados do peemedebista alegam que Eduardo Cunha tem vínculo afetivo com a capital, seus parentes vivem na cidade e ele responde processos em Brasília.

O juiz Vallisney de Oliveira consultará o titular da 13ª Vara em Curitiba, Sérgio Moro, para decidir sobre a transferência de Cunha.

 

 

 

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