Categorias: Política

Compras de fim de ano da Presidência custarão R$ 24 milhões

A Presidência da República gastará mais de R$ 24 milhões entre os últimos dias de 2019 e início de 2020 em compras destinadas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e a instalações usadas por ele e sua família.

São 13 processos licitatórios para pagar itens como remédios, combustível, ração animal, rede de internet, distintivos, contratação de serviços de limpeza, entre outros.

As mais caras são a contratação de uma empresa para serviços de limpeza (R$ 11,3 milhões), compra de aparelhos de raios X (R$ 4,2 milhões), locação de carros (R$ 3,71 milhões) e aquisição de combustível (R$ 1,41 milhão).

Na semana passada, o Metrópoles mostrou que a segurança pessoal do presidente Bolsonaro será reforçada com a compra de 14 escâneres de raios X dupla visão nos tamanhos 60 cm x 40 cm e 100 cm x 100 cm. O pregão eletrônico ocorrerá em 18 de dezembro.

Segundo a Presidência, a compra é justificada pela necessidade de “controle de acesso de pessoas com pertences pessoais, como bolsas e mochilas, às diversas instalações”. Alguns dos 23 aparelhos disponíveis já apresentaram falhas, segundo relatos de fontes que trabalham no palácio.

Entre as compras curiosas há uma licitação de 400 distintivos da Segurança Presidencial. Serão gastos R$ 37,9 mil — cada adereço de identificação custará R$ 94,9.

Outro item é ração animal. O governo federal desembolsará R$ 108 mil com comida para avestruzes, emas, galinhas, peixes, canários e papagaios. Serão alimentadas cerca de 400 aves e mais de 500 peixes adultos nas residências oficiais da Presidência da República durante os próximos 12 meses. Os sacos variam entre 5 kg e 50 kg.

Há, ainda, dois processos licitatórios – um com 77 itens e outro com 65 – para compra, por exemplo, de bicarbonato de sódio, dipirona, paracetamol, amoxicilina, gazes, curativos e ataduras, entre outros. Nesses casos, o governo não especifica valores.

Mobilidade
Na área de mobilidade, o governo federal está comprando combustível (etanol, gasolina comum e óleo diesel tipo S-10). Além disso, contratará uma empresa responsável pela instalação e manutenção de bombas industriais e um tanque aéreo de 15 mil litros.

A estrutura, segundo o edital, contará com bacia de contenção “para abastecimento dos veículos automotores integrantes da frota da Presidência da República e motores navais”. Ao todo, será gasto R$ 1,41 milhão.

Além disso, haverá a contratação de empresa para prestação de serviços de seguro total para a frota de veículos oficiais, “com cobertura contra danos materiais resultantes de sinistros de roubo ou furto, colisão, incêndio, vidros, danos causados pela natureza, e assistência 24 horas”. Custará R$ 635 mil.

A Secretaria da Presidência ainda contratará serviços de locação de veículos, com e sem motorista, para Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, o que custará R$ 3,71 milhões.

Vale dizer que a Presidência conta com veículos oficiais, que são usados por presidente, vice, ministros e autoridades do primeiro escalão do governo central.

Compras da Presidência são recorrentes em todas as gestões. A divisão delas ao longo do ano depende da regularidade e também das necessidades por cada item – algo definido pela própria gestão no poder.

Versão oficial 
O Palácio do Planalto resumiu, em nota, que a “realização dos Pregões Eletrônicos relativos à Secretaria Especial de Administração visam atender demandas dos diversos órgãos que compõem a estrutura da Presidência da República para assegurar o seu funcionamento”.

Veja algumas compras da Presidência:

  • Material aquático – R$ 54,7 mil
  • Pórtico portátil – R$ 878 mil
  • Distintivos –  R$ 37,9 mil
  • Aparelhos de raios X – R$ 4,2 milhões
  • Remédios – valor não divulgado
  • Rede de dados – R$ 1,36 milhão
  • Ração animal – R$ 108 mil
  • Locação de carros – R$ 3,71 milhões
  • Combustível – R$ 1,41 milhão
  • Serviço de limpeza/manutenção – R$ 11,3 milhões

Otávio Augusto

Formado em jornalismo pelo Centro Universitário ICESP. Trabalhou nos jornais Alô Brasília e Correio Braziliense, onde passou pelas editorias de Cidades, Política e Brasil. Foi setorista de Saúde por dois anos. Tem interesse pelos temas de direitos humanos e meio ambiente, além de política e economia. No seu tempo livre, aprecia esportes, como corridas ao ar livre. É repórter do Metrópoles desde fevereiro de 2019.

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