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Após reunião executiva do PSDB, nesta quarta-feira (7/2), marcada com o objetivo de estabelecer data para a definição do nome que representará a legenda na corrida ao Planalto, o prefeito de São Paulo, João Doria, aproveitou o tema e mirou no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato do PT à Presidência da República. “Como cidadão, desejo ver o Lula na prisão”, disparou o político sobre a condenação do petista confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) no final de janeiro. o dia 4 de março como

“Meu discurso não é contra o Lula, é pelo Brasil, sou a favor do país e dos interesses dos brasileiros. Lula sempre defendeu uma minoria petista. (…) Ele já foi condenado e a justiça deve cumprir o rito. Como cidadão, desejo ver Lula na prisão”, disse João Doria na saída do encontro em Brasília.

O posicionamento do prefeito é recente. Em outubro de 2017, Doria afirmou que prender Lula durante o período eleitoral seria um “erro histórico”. “Se prenderem o Lula, pior ainda, porque ele vai se vitimizar e, aí, incendeia o país”, disse o tucano no ano passado. “Se vier a ter alguma sentença, que seja após as eleições”, projetou.

Pró-Alckmin
O evento desta quarta contou com a presença de grandes lideranças tucanas, como o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o governador de Goiás, Marconi Perillo.

Doria, que era cogitado como presidenciável, deve anunciar no próximo mês a sua candidatura ao governo do estado de São Paulo. Apesar de não confirmar a decisão, ele já se posicionou favorável ao governador paulista na corrida ao Palácio do Planalto e se retirou da cena nacional: “Sou pró-Geraldo Alckmin”, afirmou.

Entretanto, nem todos os caminhos da campanha eleitoral de 2018 foram acordados na reunião do PSDB. O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, apresentou um pedido de vista para discutir se as prévias nacionais devem acontecer num só dia. Ele é o concorrente que tenta se lançar candidato no lugar de Alckmin.

A data estabelecida para a escolha do nome que terá o apoio do PSDB na corrida presidencial é 4 de março.