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O pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT-CE), afirmou nesta quinta-feira (14/6) acreditar que irá disputar o segundo turno das eleições deste ano com o tucano Geraldo Alckmin e não o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), atualmente primeiro colocado nas pesquisas de intenção de voto nos cenários sem o ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva.

“Acho que o Alckmin é quem vai para o segundo turno comigo. Minha questão com o Bolsonaro não é com ele, é contra o fascismo”, disse o pedetista, ao ser questionado sobre por quê tem preferido rivalizar com o deputado fluminense em suas aparições públicas.

“Acho que todos nós, os democratas do país, temos responsabilidade em arrancar a raiz desse fenômeno protofascista que ele [Bolsonaro] representa, felizmente com grande vulgaridade”, emendou.

Alianças
Ciro e Alckmin ocupam o pelotão intermediário das pesquisas de intenção de voto, atrás do ex-presidente Lula, do deputado Bolsonaro e da ex-ministra Marina Silva (Rede), e têm se movimentado para disputar, nas últimas semanas, o apoio de legendas do chamado centrão, como PP, DEM e Solidariedade. Questionado sobre o estado das negociações, Ciro disse que nada vai ser acertado até meados de julho.

“Não vai acontecer, nem comigo nem ninguém, nenhuma aliança antes da travessia do rubicão. Nessa fase, todo mundo está conversando com todo mundo”, minimizou. “Estou animado com essas conversas, mas só vamos assistir algo sobre alianças em meados de julho, e olhe lá”, destacou o pedetista.

Ciro disse ainda que sua candidatura independe das alianças: “Sou candidato se o PDT quiser e somente se o partido quiser, não depende de nenhuma outra variável. Tudo que acontecer depois é reforço”.

 

 

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