Ciro diz que governo terá “ressaca” depois de aprovar a Previdência

Na avaliação do candidato derrotado à Presidência, o resultado da reforma levará tempo até ficar evidente

Vinícius Santa Rosa/Especial para o MetrópolesVinícius Santa Rosa/Especial para o Metrópoles

atualizado 02/07/2019 12:55

O ex-candidato a presidente Ciro Gomes (PDT) disse, nesta terça-feira (02/07/2019), que, quando a reforma da Previdência for aprovada, o governo viverá uma grande “ressaca”. Na opinião do pedetista, haverá uma frustração das expectativas criadas em torno das mudanças nas regras das aposentadorias e pensões.

“O dia seguinte à aprovação da reforma da Previdência vai ser a maior ressaca, pois nada vai acontecer”, afirmou Ciro durante apresentação de um balanço dos seis meses do governo Jair Bolsonaro (PSL).

Ao responder a perguntas no final da exposição, o ex-governador do Ceará detalhou um pouco mais a sua previsão. “Para começar, a média das aposentadorias vai cair 13% porque os cálculos não vão mais descontar os menores salários”, declarou.

Na mesma direção, disse que os ganhos para o governo com as novas medidas serão sentidos aos poucos e só beneficiarão futuras administrações.

“O governo Bolsonaro não vai beber desta fonte”, acrescentou.

A apresentação do pedetista foi feita na sede nacional do partido, em Brasília, ao lado do presidente da legenda, Carlos Lupi, e de parlamentares, como a deputada Tábata Amaral (PDT-SP).

O balanço foi feito com base em números dos primeiros meses do governo comparados com os últimos períodos.

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