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Em meio a rumores de que negocia uma aliança com partidos de centro, como o PP e o DEM, para as eleições deste ano, o pré-candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, declarou nesta terça-feira (12/6) que a prioridade dada ao PSB na discussão de uma coligação se dá “pelo simples fato de o partido não ter candidato” e é preciso respeito com as legendas com pré-candidaturas lançadas.

“A prioridade, pelo mero fato, sem desmerecer ninguém, é o PSB, pela circunstância simples e somente ela de o PSB não ter candidato”, disse o ex-governador do Ceará, que participou de um encontro promovido pela Força Sindical na capital paulista. “O PCdoB, que tem candidato, cai na mesma reflexão. Adoraria ter apoio deles, mas eles lançaram a Manuela (D’Ávila)”, completou.

Ciro não deixou de acenar para o DEM, que lançou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Questionado sobre a viabilidade de um acordo com grupos que apoiaram medidas que já prometeu trabalhar para revogar se eleito, como a reforma trabalhista e o teto dos gastos, o presidenciável afirmou que tal passo é uma necessidade do próximo governante.

“Quem quiser governar bem o Brasil tem de ser capaz de unir diferentes forças e concepções em torno de um único projeto de desenvolvimento”, disse. “Maia é velho amigo, não acho que haveria dificuldade em estabelecer entendimento”, complementou.

Ciro reiterou, no entanto: não há negociação neste momento com o grupo capitaneado por PP e DEM. “Existe é um ambiente de muita fofoca, muita intriga”, minimizou. “Quero dizer que Maia é um querido amigo e também pré-candidato à Presidência da República. Não posso cometer a indelicadeza de chamar para me apoiar partidos que tenham comprometimento.”

O presidenciável também negou que houvesse reunião agendada esta semana com PP, DEM e Solidariedade para uma possível aliança. Ontem, parlamentares dos dois partidos anunciaram o cancelamento do encontro após a imprensa noticiar que no fim de semana, em Buenos Aires, o pedetista disse que procuraria partidos de centro-direita após fechada a aliança com legendas de esquerda como PSB e o PCdoB. A ordem de fechamento dos acordos garantiria a “hegemonia moral e intelectual” da chapa, disse Ciro na Argentina.