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Durante a campanha de Dilma Rousseff para a Presidência da República em 2010, quatro pessoas foram contratadas com o objetivo de criar e moderar perfis falsos a favor da candidata petista. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo.

De acordo com a reportagem, três dos envolvidos afirmaram ter recebido aproximadamente R$ 4 mil mensais, durante o período eleitoral. A empresa responsável pelos contratos foi a Ahead Marketing, que pertence a Gabriel Arantes Cecílio.

A equipe se reunia em um apartamento em Higienópolis, bairro nobre situado em São Paulo, a fim de produzir conteúdo para blogs e perfis falsos. A ação tinha o propósito de impulsionar a imagem de Dilma, bem como de seus correligionários nas redes sociais.

Ao todo, teriam sido feitos 131 perfis para exaltar a campanha de Dilma e atacar a candidatura de seu principal adversário na época, o tucano José Serra.

Segundo os contratados, o contato entre a equipe e o PT teria sido feito por Fernando Pimentel, atual governador de Minas Gerais; o publicitário Ruy Nogueira Netto, dono do apartamento onde as reuniões eram realizadas, e Danielle Fonteles, dona da agência de marketing digital responsável pela campanha oficial de Dilma.

Outro lado
A ex-presidente Dilma Rousseff disse, por meio de nota, que nunca “contratou ou autorizou que fosse contratado quaisquer serviços relativos a perfis e notícias falsos” e que “desconhece quaisquer das empresas ou pessoas que agem nessa área”.

Já o diretório do PT, em Minas Gerais, respondeu que “não tem conhecimento sobre a contratação de qualquer empresa com a finalidade de criação e manutenção de perfis falsos.”