A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) protagonizou mais uma polêmica no Plenário da Câmara nesta quarta-feira (13/2). Na fala durante a Comissão Geral sobre Brumadinho, ela defendeu o trabalho da CPI para investigar e punir os responsáveis pelo rompimento da barragem, que deixou 165 mortos até agora. A parlamentar aproveitou para atacar outros políticos. “Sei que tem gente que está aqui para defender governos passados, porque isso vai estourar no lombo do Pimentel (ex-governador de MG pelo PT)”, bradou.

Joice apontou o descaso de governos anteriores sobre o caso e questionou o fato de nada ter sido feito na Câmara dos Deputados após o episódio em Mariana, com o rompimento da barragem do Fundão, da Samarco, há três anos. Ela defendeu a punição de pessoas e não de empresas pela tragédia mais recente.

O pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar Brumadinho foi protocolado pela deputada, após reunir mais de 200 assinaturas. “Não vou permitir que a CPI venha para criar dificuldade e vender facilidade. Isso aqui não é uma festa, não é uma disputa por protagonismo”, categorizou.

Joice atacou também outros colegas parlamentares, como o deputado de Minas Gerais Fábio Ramalho (MDB). “Onde estava o deputado Fábio quando estourou Mariana?”, questionou ainda no Plenário.

Fábio, então, pediu a palavra para se defender e disse que a deputada não conhecia o trabalho dele. “Quero afirmar que a bancada mineira toda assinou a CPI. Essa questão passa primeiro por Minas, por Mariana, por Brumadinho. Estamos unidos e não queremos palanque, não queremos mexer com a dor das pessoas, queremos que os responsáveis sejam punidos”, respondeu. O microfone dele foi silenciado mais de uma vez devido ao tempo.

Prioridade
Fábio defendeu perante os responsáveis pelo comando da Comissão Geral na Câmara que debatam a tragédia em Brumadinho antes de trazer para discussão outros temas, como a reforma da Previdência.

A Comissão geral, que acontece nesta semana na Câmara dos Deputados, tem o objetivo de discutir as consequências do rompimento da barragem de rejeitos da Vale.