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Após decisão tomada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender a transferência de Cabral para um presídio federal, era visível o abatimento do juiz da 7ª Vara Federal Criminal Marcelo Bretas. Bretas disse, em desabafo a funcionários e amigos mais próximos, que a mensagem que será passada aos integrantes da organização criminosa do-ex-governador é a de que Sérgio Cabral ainda tem algum poder e influência. Informação é do jornal O Globo.

Segundo reportagem, o juiz teme que a permanência de Sérgio Cabral no Rio não seja apenas um fato isolado e que ações contra a Operação Calicute e outras operações do gênero possam crescer nas próximas semanas.

Marcelo Bretas, que evita declarações públicas sobre o assunto, não está decepcionado apenas com o ministro Gilmar Mendes. Ele esperava que Raquel Dodge, procuradora-geral da República, insistisse na exceção de suspeição de Mendes, pedida inicialmente por Rodrigo Janot, por supostas ligações do ministro do STF com a família do empresário do setor de transportes Jacob Barata Filho.

No fim de setembro, Dodge pediu vistas de ações em que Janot cobrou impedimento de Gilmar Mendes. Preso preventivamente por decisão de Bretas, Barata Filho também foi beneficiado por decisão de Mendes.

Um dos amigos próximos do juiz, guardou uma frase recente, que disse ter ouvido de Bretas: “Políticos corruptos são parasitas, não têm vida própria. Um empresário, ex-H Stern, consegue se reerguer, mas o político sem poder morre de fome”.

 

 

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