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O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e pré-candidato à Presidência da República pelo PSol, Guilherme Boulos, afirmou, em coletiva à imprensa nesta quinta-feira (7/6), ter defendido a “legitimidade” da ocupação pelo MTST do triplex no Guarujá (SP) atribuído ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O imóvel foi o pivô da condenação do petista na Lava Jato.

Integrantes da Frente Povo Sem Medo e do MTST invadiram no dia 16 de abril o famoso triplex do Guarujá em protesto contra a prisão de Lula para cumprimento de pena de 12 anos e 1 mês de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

“Se é do Lula é nosso”, dizia uma faixa pendurada na sacada do triplex 164 – A, no condomínio Solaris. “Se não é, por que prendeu?”, questionava outra faixa. Três horas depois, o imóvel foi desocupado.

A Polícia Federal intimou Boulos a prestar depoimento sobre o ocorrido. “Isso era conhecimento público e da própria delegada que eu não estive presente na ação, embora a considere legítima e me orgulhe, porque é uma ação que ajudou a denunciar uma farsa judicial que levou o ex-presidente Lula injustamente à cadeia como preso político”, destacou o presidenciável.

“Não achamos que isso deve ser tratado num inquérito criminal. Isso deve ser tratado no ambiente político”, acrescentou. Para Boulos uma “ação política não deve ser tratada como caso de polícia”. “É isso que entendemos e foi isso que dissemos [durante o depoimento à PF]”.