Bolsonaro sobre garimpo: “Vamos entrar com projeto para legalizar”

Presidente da República deu a declaração na volta ao Palácio da Alvorada após almoço de domingo (21/07/2019): "Garimpeiro merece respeito"

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 21/07/2019 15:17

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou neste domingo (21/07/2019) que o governo vai “entrar com projeto para legalizar” a atividade de garimpo. Retornando ao Palácio da Alvorada após almoçar num restaurante do Lago Sul, o pesselista deu a declaração à imprensa, reforçando que “garimpeiro é cidadão que merece respeito e consideração”.

“Obviamente, a gente vai casar a exploração com a questão ambiental e botar um ponto final no mercúrio”, disse a jornalistas.

FGTS

Mais cedo, antes de almoçar, disse que o governo deve anunciar as novas regras para saque do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) na quarta (24/07/2019). Ele descartou a possibilidade de rever, pelo menos neste momento, o percentual da multa de 40% do Fundo pago ao empregado demitido sem justa causa. Mas não descarta essa mudança no futuro.

“O valor não está na Constituição, mas o FGTS está no artigo 7º, acho que o valor é uma lei, vamos pensar lá na frente. Mas antes disso a gente tem que ganhar a guerra da informação. Eu não quero manchete amanhã dizendo: ‘O presidente está estudando reduzir o valor da multa'”, disse.

Domingo

Bolsonaro começou o domingo se reunindo com os ministros Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, e Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional. Logo depois, deixou o Palácio do Alvorada, residência oficial da Presidência da República, para participar de um culto na igreja evangélica Sara Nossa Terra, no Sudoeste. Ficou na primeira fila ao lado da primeira-dama, Michelle, de Onix, e da esposa do ministro da Casa Civil, Denise Verbeling.

A celebração foi comandada pelo Bispo Rodovalho, presidente e fundador da Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra. Aos fiéis, o presidente afirmou que a solidão sentida no poder, como dita por diversos governantes, é devido “a uma deslealdade com o povo brasileiro e pelo afastamento de Deus”.

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