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O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), disse nesta quinta-feira (1º/11) que espera ver a reforma da Previdência aprovada ainda este ano no Congresso, mesmo que não seja exatamente a que ele gostaria. “Não é a proposta que eu quero ou a que o Paulo Guedes quer. É aquela que pode ser aprovada pela Câmara”, afirmou. “Estamos no mesmo barco. Não quero fazer nada para mim. Se eu for mal, todos no Brasil vão pagar um preço muito alto”, declarou o ex-capitão, depois de mencionar o caso dos privilégios de militares.

“Ninguém quer fazer maldade com ninguém, mas algumas reformas temos que fazer. Não queremos nos transformar numa Grécia”, ressaltou Bolsonaro. Ele disse também que em seu governo “as Forças Armadas não ficarão relegadas a segundo plano, como ficaram no governo Fernando Henrique Cardoso e do PT”.

Ele declarou que será possível aproveitar quadros do governo Michel Temer (MDB) na área econômica, sem citar nomes; a decisão será de seu futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

Afirmou também que seus ministros terão de cumprir metas. Para a área da economia, enumerou: “Inflação, taxa de juros, valor do câmbio, buscar reduzir dívida interna sem aumentar carga tributária”. Ele evitou traçar meta para redução do desemprego

Sobre encontro com representante da embaixada dos Estados Unidos, ele disse que vive com a diplomacia do país “uma fase de lua-de-mel”.

Embaixada em Israel
Ao falar da possível mudança de cidade da embaixada brasileira em Israel – de Tel Aviv para Jerusalém -, afirmou que não há “clima pesado” para se fazer a transferência. “Não é uma questão de vida ou morte. Não teria que ter embaixada nenhuma naquela região. Nossa segurança em primeiro lugar”, destacou.

Sobre a presidência da Câmara e do Senado disse que é preciso ter “humildade” e ceder espaço para aliados, desde que haja garantia de liberação da pauta para os projetos do governo.