Bolsonaro pede “desculpas” por não indicar “inimigo” para a Petrobras

O presidente ironizou a repercussão sobre ter chamado seu amigo pessoal Carlos Victor para assumir a área de inteligência da empresa

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atualizado 11/01/2019 13:23

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) ironizou a repercussão na imprensa sobre a indicação de seu amigo Carlos Victor Guerra Nagem para a gerência de Inteligência e Segurança da Petrobras. Pelo Twitter, o mandatário do país disparou: “Peço desculpas à grande parte da imprensa por não estar indicando inimigos para postos em meu governo!”.

Mais cedo, Bolsonaro já havia destacado as qualificações técnicas do indicado. “Victor Nagem, Capitão da Marinha, mestre em Adm. pela Coppead/UFRJ e funcionário da Petrobras há 11 anos, assumirá a Gerência Executiva de Inteligência e Segurança Corporativa da empresa. Apesar de brilhante currículo, setores da imprensa dizem que é apenas ‘amigo de Bolsonaro'”.

Ao divulgar a escolha, Bolsonaro afirmou que “a era do indicado sem capacitação técnica acabou, mesmo que muitos não gostem. Estamos no caminho certo!”. Na sequência, o chefe do Executivo nacional anexou o currículo de Nagem.

Nagem vai substituir Regina de Luca, indicada pelo ex-presidente da Petrobras Pedro Parente. O salário dele na empresa passará de R$ 15 mil mensais para mais de R$ 50 mil.

Experiência
Em nota, a Petrobras confirmou a indicação e afirmou que o nome de Nagem ainda “será submetido aos procedimentos internos de governança corporativa”. Segundo a estatal, ele é graduado em administração pela Escola Naval e há seis anos atua na área de Segurança Corporativa da Petrobras. A empresa afirma, ainda, que Carlos Victor possui mestrado em administração pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e tem 10 anos de experiência como professor no ensino superior.

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