Bolsonaro minimiza retirada do Coaf de Moro: “Continua no governo”

Sobre o decreto de armas, o presidente disse que as alterações feitas pelo governo não tiram a essência do texto original

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 22/05/2019 22:08

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) minimizou a retirada do Controle de Operações Financeira (Coaf) das mãos do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, com o retorno do órgão para o Ministério da Economia, decisão tomada pela Câmara dos Deputados nesta terça-feira (22/05/2019). “Continua no governo”, disse Bolsonaro ao sair de uma cerimônia na Embaixada de Israel, na qual foi homenageado com a medalha Jerusalém de Ouro.

Bolsonaro disse ainda que as alterações no decreto sobre armas não modificam a essência do texto original. “Fizemos pequenas alterações, mas, no mérito, na alma, o decreto continua o mesmo”, destacou.

Quanto às manifestações convocadas para a próximo domingo (26/05/2019), Bolsonaro disse que não vai e que apesar do conselho dado a todos os ministros em reunião nesta semana, “todo mundo é maior de idade” e poderá optar por participar ou não.

“Todo mundo é maior de idade e sabe o que faz. Eu não participarei. É um movimento espontâneo e um direito da população de participar”, disse o presidente.

Parteiro
Durante a cerimônia, o presidente brasileiro chamou o político e diplomata brasileiro Oswaldo Aranha de “parteiro” que permitiu a vinda de inúmeros israelenses para o Brasil.

“Há pouco, por questões políticas, tivemos uma lacuna de um ano sem embaixador de Israel no Brasil, mas o que veio depois compensou e muito”, disse o presidente, numa referência ao atual embaixador daquele país, Yossi Shelley.

“Nos anos 1940, vínhamos ao mundo pelas mãos de uma parteira. Oswaldo Aranha foi um parteiro que permitiu a vinda de israelenses para o Brasil”, completou Bolsonaro.

Alma refrigerada
O presidente disse que sentiu “refrigerar a alma” ao aceitar o convite de um pastor, quando visitou Israel. Senti uma refrigeração a minha alma. Conheci um povo maravilhoso. Que tem fé e acredita”, disse.

“Sempre digo que olhe o que Israel não tem e o que são. E quanto ao Brasil, olhe o temos e o que não somos”, disse o presidente, elogiando os israelenses.

Além do presidente brasileiro, foram homenageados com a medalha Jerusalém de Ouro empresários e políticos evangélicos como o pastor Marcus Pereira, Silas Malafaia, Rene Terra Nova e Marco Feliciano.

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