Bolsonaro: intenção de denúncia por racismo é criar “fato político”

O candidato é acusado pelos crimes de racismo em relação a quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 27/08/2018 18:47

O candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) disse que a intenção da denúncia no Supremo Tribunal Federal (STF) na qual responde por racismo é “criar um fato político”. A declaração foi dada durante a sua primeira agenda pública no Rio de Janeiro, no mercadão de Madureira, zona norte da cidade, na tarde desta segunda-feira (27/8).

O presidenciável também afirmou não estar preocupado com o julgamento da questão pelo STF. A corte analisará, nesta terça-feira (28), se aceita a denúncia contra o deputado federal, formulada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Bolsonaro é acusado pelos crimes de racismo em relação a quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs, por frases proferidas durante palestra no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro.

“A intenção é criar um fato político. Não quero criticar o Supremo aqui, mas a questão dos índios, por exemplo, sou contra a demarcação de terras indígenas em vigor. Não podemos ter uma área maior que a Região Sudeste demarcada como terra indígena. É um subsolo riquíssimo”, disse ele.

Nova Lei Áurea
Sobre quilombolas, Bolsonaro afirmou ter conversado com alguns grupos que, segundo ele, querem uma “nova Lei Áurea”. “Eles querem fazer o que bem entender com as suas terras, assim como fazendeiro do lado faz com a sua. Não querem continuar vivendo confinados e tutelados por parte do governo. Por que não titularizar esses quilombolas e, se quiserem vender as suas terras, que vendam?”, indagou.

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