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Quatro pré-candidatos à Presidência da República se manifestaram sobre as declarações do comandante do Exército Eduardo Villas Boas. O militar usou o Twitter na noite desta terça-feira (3/4) para dizer que a instituição compartilha “o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia.” A mensagem foi postada na véspera da votação do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal (STF).

Favoráveis à prisão de Lula, os presidenciáveis Jair Bolsonaro (PSL) e Alvaro Dias (Podemos) endossaram o discurso de Villas Bôas.

 

Alvaro Dias considerou a mensagem “oportuna” e disse que, se o STF for contra as “aspirações visíveis da sociedade brasileira contra a impunidade”, a República estará falida. “O general Vilas Boas coloca o Exército brasileiro em sintonia com o desejo do nosso povo de ver nascer uma nova justiça, onde todos serão iguais perante a lei”, afirmou o senador.

Contrários à prisão, Guilherme Boulos (PSol) e Manuela D’Ávila (PCdoB) repudiaram o posicionamento do comandante. Para Boulos, a declaração expressa uma crise institucional no país. “Seguimos esperando posição da presidente do Supremo, dos presidentes das casas legislativas e de (Michel) Temer. Até aqui, um silêncio covarde”, escreveu.

Na noite de terça, Boulos já havia se posicionado sobre o caso com um questionamento: “O comandante do Exército está chantageando o STF e fazendo ameaças veladas? É isso mesmo?”.

Manuela D’Ávila seguiu a mesma linha de considerar antidemocrática uma interferência do Exército em assunto do Judiciário. Ao compartilhar um tuíte do companheiro de partido e governador do Maranhão, Flávio Dino, a pré-candidata disse: “É tempo de se fazer respeitar o Estado Democrático de Direito e a Constituição”. E apontou que a saída para a crise passa por “mais democracia, eleições diretas, respeito ao voto popular e às liberdades democráticas.”

As declarações do general também repercutiram entre outros militares, que se colocaram à disposição de Villas Bôas. Do outro lado, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, condenaram uma eventual interferência do Exército no processo político brasileiro.

 

 

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