Bolsonaro condena prisão de vice-presidente da assembleia venezuelana

Presidente usou as redes sociais para mostrar apoio aos líderes oposicionistas ao governo de Nicolás Maduro

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 10/05/2019 7:51

Por meio das redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) condenou a prisão do primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Edgar Zambrano. O político foi preso nessa quarta-feira (08/05/2019) pelo Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin). Ele próprio postou o ocorrido no Twitter ao informar que agentes tinha cercado a sede do partido Ação Democrática na capital venezuelana.

Além de Edgar, outros nove parlamentares foram presos acusados de traição pelo Tribunal Supremo de Justiça. Eles apoiaram o levante popular promovido pelo autodeclarado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, para pedir a saída do presidente Nicolás Maduro do poder.

“O Brasil condena com veemência a prisão ilegal e arbitrária do vice-presidente da Assembléia (sic) Nacional da Venezuela, Edgar Zambrano, aliado do presidente encarregado Juan Guaidó, bem como a de todos os demais presos políticos pela ditadura de Maduro”, afirmou Bolsonaro em conta oficial no Twitter.

Levante
Na semana passada, o líder oposicionista ao regime de Maduro convocou a população para sair às ruas e pedir a saída do presidente. Diversas manifestações ocorreram em diferentes pontos da capital Caracas e em outras cidades venezuelanas. Os protestos ganharam um caráter violento e quatro pessoas morreram conforme apontou ONG de direitos humanos que atua no país. Dezenas ficaram feridas.

Os atos começaram no dia 30 de abril, um dia antes das celebrações de 1º de Maio. Guaidó afirmou ter apoio da maioria dos integrantes das Forças Armadas Venezuelanas e acusou Maduro de “usurpador do poder”. O presidente Venezuelano, no entanto, reagiu aos ataques e conseguiu se manter à frente do país.

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