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O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP-MT), seria beneficiário final de uma companhia aberta nas Ilhas Cayman no ano de 2010. A sociedade foi firmada entre uma das empresas do ministro e a companha holandesa Louis Dreyfus. As informações são do site Poder360 e fazem parte de uma investigação jornalística que está sendo chamada de “Paradise Papers”.

De acordo com a reportagem, a Louis Dreyfus Commodities Brazil S.A e a Amaggi Exportação e Importação Ltda. fecharam acordo, em 2009, para criar uma joint venture no Brasil. O objetivo seria atuar no mercado de grãos na Bahia, Maranhão, Piauí e Tocantins, diz o Poder360.

A sociedade, conforme o site, teria sido registrada na cidade de Luís Eduardo Magalhães (BA) com o nome de Amaggi & LD Commodities Ltda. e iniciou as operações em 4 de janeiro de 2010. No mesmo ano, a Amaggi & LD Commodities S.A abriu uma off-shore nas Ilhas Cayman chamada Amaggi LDC Commodities International Ltda, controlada integralmente pela joint venture.

Segundo a reportagem, pessoas e empresas ligadas à família Maggi seriam beneficiários finais da off-shore. Planilhas obtidas pelo site dão conta de que a situação era essa até outubro de 2014, data dos documentos que fazem parte do banco de dados.

Procurado, o ministro afirmou à reportagem do Poder360 que não recebeu qualquer valor diretamente da off-shore e que seria um beneficiário indireto. Afirmou ainda que lucrou com as atividades da empresa em Cayman, mas foi remunerado em razão de ter declarado sua participação na Amaggi Exportação e Importação Ltda, uma das acionistas da joint venture no Brasil.

“Paradise Papers”
Os dados do “Paradise Papers” partiram de um vazamento de informações obtido pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung. A série de reportagens, que envolve inclusive figuras do governo de Donald Trump, é uma iniciativa do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ).

 

 

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