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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, autorizou nesta terça-feira (13/3) que a defesa do presidente Michel Temer (MDB) tenha acesso ao relatório, o qual será produzido pela Policia Federal, sobre a quebra de sigilo telefônico do emedebista. Esta foi a primeira vez que a Justiça adotou tal medida contra um presidente da República: o próprio Barroso determinou a quebra do sigilo de Temer no dia 27 de fevereiro. As informações foram divulgadas pelo Jornal Nacional.

A medida foi definida no âmbito da investigação sobre a edição do Decreto dos Portos pelo presidente. A Justiça Federal apura se houve recebimento de propina em troca do texto, que beneficiou empresas do setor, como a Rodrimar e a J&F.

Conforme a decisão desta terça, os advogados do presidente só terão acesso à análise da PF após o relatório chegar ao Supremo.

Além do sigilo de Temer, Barroso determinou nessa segunda-feira (12) a quebra dos sigilos telefônicos e telemáticos do ex-deputado Rodrigo da Rocha Loures (MDB) e do coronel João Baptista Lima, amigo pessoal do presidente. Ambos são suspeitos de intermediar propina para Michel Temer. A Polícia Federal também vai analisar os dados dos telefones e de e-mails do dono da Rodrimar, Antonio Celso Grecco, além de um diretor da empresa, Ricardo Mesquita. A companhia foi contemplada com concessões no Porto de Santos, área de influência de Michel Temer.