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Gonçalo Borges Torrealba, sócio do Grupo Libra e um dos alvos da Operação Skala, desembarcou no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (2/4). De acordo com a defesa de Torrealba, que estava nos Estados Unidos, ele deve se apresentar à Polícia Federal (PF) no Rio. A informação é do jornal O Globo.

No domingo (1º), o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a oitiva pela PF de três integrantes da família Torrealba. Além de Gonçalo, a medida atinge Rodrigo Borges Torrealba e Ana Carolina Borges Torrealba, que estariam na Europa quando a operação foi deflagrada, segundo o jornal.

Responsável pela exploração de uma área no Porto de Santos, o Grupo Libra é investigado pelo suposto pagamento de propina para agentes do governo em troca de favorecimentos em contratos. A empresa afirma estar prestando todos os esclarecimentos à Justiça: “Uma de nossas acionistas já depôs à Polícia Federal”.

Segundo a reportagem, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao STF a liberação de todos os presos da operação e a revogação dos mandados de prisão contra os três integrantes da família Torrealba. Na decisão de Barroso, porém, antes de a Procuradoria-Geral da República ser ouvida sobre a necessidade ou não de prisão temporária dos parentes, eles devem depor aos policiais federais.

Operação
Entre empresários e ex-agentes públicos, foram presos na Operação Skala: o advogado José Yunes, amigo do presidente Michel Temer há mais de 50 anos; o coronel da reserva da Polícia Militar de São Paulo João Baptista Lima Filho, coordenador de campanhas eleitorais de Temer; e o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi, pai do líder do MDB na Câmara, deputado Baleia Rossi (SP). Ao todo, 10 das 13 prisões temporárias ordenadas por Barroso foram cumpridas.

 

 

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