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Após passar três meses na prisão de Bangu (RJ), no ano passado, o empresário Eike Batista revelou, em entrevista ao jornal O Globo veiculada neste domingo (11/2) que deseja “se reinventar”. O milionário pretende concorrer a uma vaga no Senado Federal, segundo disse. O fundador do grupo EBX afirmou estar, inclusive, em conversas com partidos políticos, mas ainda “estuda possibilidades”.

“Estou conversando com partidos. Já me procuraram, mas eu prefiro não comentar por ora. Tem muita gente que acha que eu posso contribuir”, afirmou Eike à publicação. Investigado no âmbito da Operação Lava Jato, o empresário afirmou não ter nenhum impedimento legal para concorrer a cargos eletivos. “Não fui sequer julgado em primeira instância”, informa. Pela Lei da Ficha Limpa, são barradas apenas as candidaturas de condenados em segunda instância.

O milionário refutou que esteja em busca de foro privilegiado. “Eu quero ajudar. Eu preciso me reinventar. Hoje, sou provavelmente a maior fake news do mundo. Ninguém sabe o que eu fiz pelo Brasil. Vou mostrar o que eu já fiz”, comentou. O empresário disse ser possível conciliar o mundo empresarial com a vida pública. “Não vou parar de trabalhar. Blairo Maggi [ministro da Agricultura] está lá. Ele toca os negócios e a política”.

Prisão
Na entrevista, Eike Batista também revelou sua rotina na prisão de Bangu, no Rio de Janeiro. “No começo foi engraçado. Toda a hora vinha gente da Seap [Secretaria da Administração Penitenciária], passava em frente à minha cela e olhava para dentro. Gente curiosa, querendo checar se era eu mesmo. Eu me sentia como um tigre-branco-de-bengala, um albino, né?”, disse.

Apesar de revelar ter tido medo de ser alvo de agressões, Eike afirmou que foi bem recebido na prisão. “Tem muita gente boa. Metade das pessoas não devia estar lá”, disse o empresário, quem conta 36 amigos do tempo de cárcere. “Tentei ajudar alguns, mas procurei evitar para não virar outra bagunça”, completou.

 

 

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