Alckmin depõe em inquérito sobre suposto cartel internacional de trens

O tucano afirmou que "não houve nenhum desvio de conduta" e que os contratos seguiram a legislação pertinente

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 16/04/2019 20:41

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) depôs nesta terça-feira (16/04/19) por cerca de duas horas na Polícia Federal em São Paulo no inquérito que investiga suposto cartel internacional de trens envolvendo multinacionais. O tucano depôs na condição de testemunha.

O inquérito data de 2011 e apura contratos ligados à francesa Alstom e à gigante alemã Siemens, que em 2013 fechou acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e relatou como operava o conluio bilionário.

A investigação em que Alckmin depôs é relativa à “parte internacional” do suposto ajuste entre empresas.

A apuração sobre cartel em âmbito estadual no Metrô já foi encerrada e alvo de denúncias do Ministério Público contra executivos de grandes fornecedores.

O ex-governador reiterou ao delegado Carlos Eduardo Pelegrino e à procuradora da República Karen Louise Kahn a versão que cita sempre que questionado sobre negócios do Metrô em suas gestões no Palácio dos Bandeirantes.

Ele afirmou que não houve cartel nem qualquer desvio de conduta. Os contratos, afirmou o tucano, seguiram a legislação pertinente. O tucano respondeu a todas as perguntas.

Ele reafirmou sua “intolerância” com qualquer tipo de irregularidade e relembrou que, ainda governador de São Paulo, ao tomar conhecimento do acordo de leniência da Siemens, determinou à Procuradoria-Geral do Estado que entrasse com ações contra as empresas que admitiram o cartel.

No entendimento de Alckmin, o estado é a vítima de uma ação conjunta de empresas que formaram cartel. Por isso, afirma o tucano, o estado é que tem direito à indenização.

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