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O corretor Lúcio Bolonha Funaro, que está preso em Brasília, disse nesta quarta-feira (16/8) que ainda há o que revelar sobre o presidente Michel Temer (PMDB-SP) em sua delação premiada. Ao sair de uma audiência na 10ª Vara da Justiça Federal, ele foi questionado por jornalistas se resta muito o que falar sobre o presidente nos depoimentos de colaboração que vem prestando ao Ministério Público Federal (MPF).

“Tem, tem. Ainda tem”, afirmou Funaro, enquanto era escoltado por policiais de volta à Penitenciária da Papuda. Apontado como operador financeiro do PMDB, ele está preso desde o ano passado.

Funaro não falou sobre o conteúdo de sua delação, mas contou que a negociação de um acordo com os procuradores ainda não chegou ao fim, pois há impasse sobre os benefícios a serem concedidos a ele.

O corretor afirmou que há uma “diferença grande” entre o tempo de prisão que os investigadores sugerem que ele cumpra e o que a defesa dele propõe. Declarou também que há divergência quanto ao valor da multa a ser paga por ele.

Funaro passou as últimas semanas na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, prestando depoimentos ao MPF. Segundo fontes que acompanham as tratativas, as informações apresentadas por ele devem reforçar a segunda denúncia que será apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Temer.

O corretor acompanhou audiência na Justiça Federal na condição de réu na ação penal que apura esquema de corrupção na Caixa Econômica Federal. Ele é acusado de atuar em parceria com o ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) — que está preso em Curitiba (PR) — na cobrança de propina de grandes empresas que tinham interesse em receber recursos do banco.

Na quarta-feira (16), o ministro Moreira Franco prestou depoimento na condição de testemunha.

O advogado de Temer, Antônio Cláudio Mariz, disse que não iria comentar as declarações de Funaro.

 

 

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