Policiais civis e militares de todo o país criaram uma associação para denunciar supostas falhas em armas fabricadas pela empresa brasileira Forjas Taurus. A Associação das Vítimas de Disparo Acidental de Arma de Fogo sem o Acionamento do Gatilho (Avida), fundada em setembro, é a primeira entidade do gênero. No início, contava com cerca de 21 integrantes. Hoje, são 55 associados.

“As empresas de arma de fogo no Brasil são responsáveis pela fabricação e pela comercialização de seus produtos e, caso possuam defeitos, têm que arcar com os prejuízo às vitimas”, afirma Luciano Vieira, presidente da Avida e uma das vítimas de falhas no equipamento. Em 2011, ele estava em seu apartamento quando a pistola caiu no chão. A queda acionou a arma e Vieira foi atingido no tórax.

Segundo a associação, são registrados acidentes desde 2005, mas as investigações não avançam. A entidade disse que, se providências não forem tomadas, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em São José da Costa Rica, pode ser acionada. Atualmente, o mercado nacional é monopolizado, pois as forças de segurança só podem usar equipamentos fabricados no Brasil.

A Forjas Taurus nega que as armas tenham defeito e diz que todos os seus produtos foram aprovados e cumprem as normas do Exército Brasileiro e do Instituto Nacional de Justiça dos Estados Unidos.