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A Polícia Civil de São Paulo indiciou, nesta segunda-feira (9/4), o ex-vereador do PT de Diadema Manoel Eduardo Marinho, o “Maninho”, e também seu filho, Leandro Marinho, por lesão corporal dolosa – quando existe a intenção de agredir outra pessoa – contra o empresário Carlos Alberto Bettoni, de 56 anos. Eles se envolveram em tumulto em frente ao Instituto Lula, em São Paulo, na quinta-feira (5) passada.

O confronto ocorreu pouco depois de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – condenado e preso na Operação Lava Jato – deixar o local para seguir para o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, no dia em que o juiz Sérgio Moro expediu o mandado de prisão.

Maninho e o filho foram flagrados em vídeo discutindo e empurrando Bettoni várias vezes até o empresário cair na rua e bater com a cabeça no para-choque de um caminhão. Bettoni ficou desacordado e sangrando, até ser socorrido. Ele sofreu traumatismo craniano e está internado no hospital São Camilo. Segundo o hospital, a vítima continua em observação na UTI, com o quadro estável e sem previsão de alta.

O caso é investigado pelo delegado Wilson Zampieri, do 17º Distrito Policial. Maninho foi vereador pelo PT em Diadema por cinco mandatos. Ele tentou a prefeitura da cidade, mas não se elegeu. O político e o filho prestaram depoimento na tarde de segunda.

Defesa
Advogada dos agressores, Patrícia Cavalcanti afirmou que em nenhum momento houve intenção de dolo. “O senhor Manoel Eduardo e o Leandro não são pessoas dadas a essa situação, mas a ocasião que se vivia ali… Eles saíam de uma reunião onde estava sendo definida a entrega do ex-presidente Lula”, disse ela.

Segundo a defensora, “eles saíram com os nervos já um pouco acalorados, se depararam com esse grupo, que começou a desferir xingamentos, ofensas, e foi um momento no qual esse senhor (Carlos Alberto Bettoni), além de xingar, falou: ‘Volte aqui. Eu vou dar na sua cara'”. Ela completou que se tratou de “uma reação”.