Polícia identifica homem que fez comentários racistas em página do Facebook

Suspeito é um jovem de 21 anos, morador de Pernambuco. Rapaz usou emojis de macaco para tentar ofender jovem

atualizado 29/10/2020 10:02

Arquivo pessoal

A Polícia Civil identificou o autor das ofensas contra a jovem Naiara Tamires dos Santos, de 24 anos, moradora de Bauru (SP). Ela foi vítima de comentários racistas durante uma discussão em uma página do Facebook voltada à valorização da autoestima e da cultura negra.

“Esse cara apareceu e começou a falar coisas ofensivas gratuitamente. Falou que o cabelo da moça era palha de aço, coisas muito pesadas mesmo. O que ele dirigiu a mim não foi o mais pesado, mas não tinha como ele ficar impune. Não dá pra falar o que você está pensando assim”, afirma Naiara. As informações são do G1.

De acordo com a polícia, homem fez várias ofensas sobre a cor e o cabelo da mulher. “Aquilo nem é cabelo, nem bombril, é apenas palha queimada”, “na foto eu só vi o cabelo, meu brilho do Xiaomi não foi suficiente para eu ver o resto” e “bando de Mussum do ***, me processa desgraças pretas”.

Após responder uma das mensagens, Naiara recebeu emojis de “macaco” e decidiu registrar um boletim de ocorrência. Ela destacou que não esperava que a denúncia resultasse em alguma punição.

“Abri o B.O, mas nem estava com tanta fé de que ia dar alguma coisa. Aí, na segunda-feira (26/10), me ligaram falando que ele foi identificado e perguntando se eu queria dar continuidade ao processo”, lembra Naiara.

O delegado Eduardo Herrera, responsável pelo caso, contou que o suspeito utilizava um perfil falso, mas foi possível identificá-lo por meio do trabalho de investigação e quebras judiciais de sigilo.

De acordo com o delegado, o rapaz confessou ser o autor dos comentários, mas disse que era apenas uma brincadeira e que não imaginava que seria identificado. Ele vai ser investigado por crime de injúria racial, que tem pena de até três anos de prisão, além de indenizações às vítimas.

“Foi muito bom porque eu realmente não acreditava que pudesse dar certo. Quando me ligaram falando, eu fiquei imensamente feliz. A gente fala várias coisas das falhas da polícia, mas pelo menos isso é uma coisa louvável”, completou Naiara.

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