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O terrorista espanhol Carlos Garcia Juliá, envolvido no histórico Massacre de Atocha, ocorrido há quase 42 anos em Madri, estava morando em São Paulo, onde trabalhava como motorista de aplicativo com o nome Genaro Antonio Materan Flores. Ele foi preso por agentes da PF que integram os quadros da Interpol – a Polícia Internacional – na noite de quarta-feira (5/12), na Barra Funda.

“Ele estava residindo no Brasil como se fosse um cidadão venezuelano, com registro nacional de estrangeiros, com este nome”, afirmou o superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Disney Rosseti. “Agora nós temos que aguardar o pedido formal de extradição da Espanha”, disse.

A PF descobriu que Juliá entrou no Brasil pela cidade de Pacaraima, em Roraima, em 2001. A falsa identidade de cidadão venezuelano permitiu que o foragido tirasse carteira de motorista no Brasil.

“Ele não resistiu à prisão. Em momento algum, ele declinou que seria a pessoa. Só aqui (na Polícia Federal), depois que foram feitos os comparativos e a identificação, é que ele pegou e disse que se tratava da pessoa”, afirmou Reinaldo Campos Sperandio, representante regional da Interpol em São Paulo.

Homicida
Carlos Garcia Juliá está condenado a 193 anos de prisão por cinco homicídios e quatro tentativas de homicídio. O atentado ocorreu no centro de Madri, na noite de 24 de janeiro de 1977.

Ele estava foragido desde 1994. Juliá havia conseguido uma permissão para sair da prisão após 14 anos preso.

O massacre foi um atentado terrorista de extrema direita na Rua Atocha, centro da capital espanhola. Atiradores abriram fogo contra um escritório de advogados e militantes do Partido Comunista.

A PF passou a investigar o endereço de Carlos Garcia Juliá por meio de seus policiais que atuam na Interpol. A investigação levou os federais a uma residência na Barra Funda, bairro central da capital paulista, onde o espanhol foi identificado e preso.