O governo federal prorrogou por mais 45 dias a intervenção no sistema penitenciário do Ceará. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, atendeu a um pedido do governador cearense, Camilo Santana (PT). Agentes federais continuarão a executar serviços de guarda, vigilância e custódia de presos.

Desde fevereiro, Santana tenta angariar mais 90 homens para o trabalho. Contudo, a portaria publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (7/3) não garante o aporte.

“O número de profissionais a ser disponibilizado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública obedecerá ao planejamento definido pelos entes envolvidos na operação”, destaca um dos artigos.

A operação tem o apoio logístico e a supervisão dos órgãos de administração penitenciária e segurança pública do Ceará. Atualmente, 70 agentes penitenciários federais auxiliam nos trabalhos das penitenciárias do estado.

A ampliação se deu após um relatório da Força-tarefa de Intervenção Penitenciária, subordinada ao Departamento Penitenciário Nacional (Depen), detalhar a situação nas unidades prisionais do Ceará.

Crise na segurança
Essa é a segunda vez que o governo federal prorroga a atuação no estado. Em fevereiro, Moro determinou a permanência da tropa por mais 30 dias. Além da renovação, foi montado um plano de desmobilização gradual.

Desde que a violência se intensificou no Ceará, mais de 400 homens da Força Nacional estão combatendo facções criminosas do estado. A tropa trabalha principalmente no patrulhamento de vias, terminais de ônibus e em ações de inteligência e integração com as polícias locais.

Entre janeiro e fevereiro, quase 400 ataques tiraram o sossego de pelo menos 22 municípios cearenses, incluindo a capital Fortaleza. Entre as medidas para controlar a situação, houve a transferência de 20 detentos com ligação à facções criminosas para presídios federais.