Polícia acha R$ 1,3 milhão em Porsche apreendido em investigação

Veículo é de presos em operação sobre fabricação ilegal de remédios para emagrecer vendidos pela internet

atualizado 09/12/2019 20:47

Divulgação/Polícia Civil de Goiás

Onze pessoas presas e R$ 1,3 milhão escondido em malas e sacos que estavam dentro de um Porsche apreendido. Este é o saldo de uma operação da Polícia Civil de Goiás contra a fabricação ilegal de remédios para emagrecer, os quais eram vendidos em todo o país pela internet. São informações do G1.

A operação foi deflagrada na última quarta-feira (04/12/2019), em Goiás e Minas Gerais, e causou o fechamento da fábrica ilegal, que ficava em Cachoeira Alta, no sudoeste goiano.

O delegado Rafael Gonçalves do Carmo, responsável pela investigação, explicou que a corporação só conseguiu nesta segunda-feira (09/12/2019) a autorização judicial para abrir o carro, que foi apreendido com um dos detidos durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão.

Com ajuda dos bombeiros, o Porsche teve as portas e o porta-malas arrombados em Rio Verde, cidade da mesma região em que as apurações estão concentradas. No interior do carro também estavam alguns documentos de transferência bancária que serão analisados. Segundo o delegado, o dinheiro será depositado em uma conta judicial.

Mandados
Os policiais também cumpriram nesta segunda mandados de prisão preventiva contra dois homens suspeitos de envolvimento na produção e venda dos medicamentos falsos. Um foi preso em Rio Verde. O outro, em Quirinópolis.

O delegado disse que os presos ficaram em silêncio durante o depoimento oficial. Os nomes deles não foram divulgados pelo investigador.

A operação envolveu mais de 40 policiais que cumpriram mandados de prisão e busca e apreensão em Cachoeira Alta, Paranaiguara e alguns endereços em Minas Gerais. Além dos dois presos nove pessoas já tinham sido detidas suspeitas de fazer parte da produção e venda dos comprimidos.

Nome de fachada
Alguns suspeitos foram detidos em casa e outros na própria fábrica. Nos locais onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão, a corporação apreendeu milhares de cápsulas e veículos de luxo que estavam em poder dos detidos.

Não foi divulgado se a indústria tinha algum nome de fachada para disfarçar a real produção. O delegado Carlos Roberto Batista, que também participa das investigações, informou que os comprimidos estavam se popularizando entre internautas nos últimos meses.

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