PF mira esquema de propina paga a policiais em troca de proteção no Rio

Empresários e advogados também são alvo da segunda fase da Operação Tergiversação. Valor movimentado chega a R$ 10 milhões

atualizado 15/10/2020 7:49

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) realizam, na manhã desta quinta-feira (15/10), a segunda fase da Operação Tergiversação para desarticular uma organização criminosa acusada de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, organização criminosa e obstrução à Justiça.

Os alvos da ação são servidores públicos federais e estaduais, advogados e empresários. Policiais são acusados de receber propina de empresários em troca de proteção nas investigações realizadas em operações.

Já os advogados investigados “atuavam como intermediários das cobranças de vantagens indevidas dos empresários, e ficavam com uma parcela dos vultosos valores pagos aos envolvidos”, diz a PF.

A segunda fase da operação teve como base as quebras de sigilo, material colhido nas buscas e apreensões e dois acordos de colaboração premiada. De acordo com as investigações, o valor das propinas pagas chega a R$ 10 milhões.

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