PF faz operação contra comércio ilegal de obras feitas com marfim

Objetos feitos com o material de dentes de elefantes eram comercializados em feiras de artesanato e antiguidades, em São Paulo

atualizado 15/09/2020 10:01

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (15/9) uma operação para investigar o tráfico de marfim — material retirado de dentes e presas de elefantes. Os itens seriam comercializados em feiras de artesanato e antiguidades em São Paulo (SP).

São investigados, de acordo com a PF, o crime de contrabando ou receptação dolosa qualificada, envolvendo importação, comercialização e aquisição de marfim ou obras de arte feitas com o material.

No total, 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, são cumpridos na capital de São Paulo. Agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) participam da operação.

Os investigadores constataram a comercialização de objetos com aparência de marfim em barracas da Feira de Antiguidades, realizada aos domingos na Avenida Paulista, e em espaço livre do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp).

“A Coordenação de Inteligência de Fiscalização da Diretoria de Proteção Ambiental do Ibama realizou levantamentos que confirmaram a existência de indícios da prática do ilícito ambiental”, informou a Polícia Federal, em nota.

Ao todo, a PF identificou 11 endereços residenciais e comerciais na capital paulista vinculados às pessoas que supostamente importaram, adquiriram ou comercializaram obras de arte produzidas com marfim.

Os suspeitos vão ser ouvidos para esclarecimentos a respeito das origens do marfim apreendido na forma de obras de arte. E os objetos apreendidos serão submetidos a exame pericial merceológico.

Entenda

A ação da PF coincide com o desencadeamento da Operação Internacional “Thunder”, organizada pela Interpol e pela Organização Mundial das Aduanas.

A extração e o comércio do marfim constituem as principais causas do decréscimo na população de elefantes, sobretudo na África. Diversos governos proibiram o comércio – mas, ainda assim, 50 mil elefantes são mortos anualmente, segundo a PF.

O Brasil firmou, em março de 1973, em Washington, nos Estados Unidos, a Convenção de Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagem em Perigo de Extinção (Cites).

Nesse acordo, o país se comprometeu a adotar medidas internas para coibir o tráfico de animais ameaçados de extinção que possam chegar à situação de extinção, espécies cuja exploração necessita ser restrita ou impedida ou que requer cooperação no seu controle.

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