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O desaparecimento da escriturária Werica Estevan dos Santos Souza, 26 anos, moradora de São Francisco de Goiás, município a 97 quilômetros de Goiânia (GO), foi registrado na madrugada dessa sexta-feira (1º/6) pelo marido, um operador de maquinas agrícolas. Após seis horas de operação e de mais 20 policiais mobilizados, a localização de Werica foi desvendada: um hotel em Santo André, interior de São Paulo, de onde realizou ligações forjando o próprio desaparecimento.

Segundo informações do jornal O Popular, a goiana deixou o estado em 31 de maio. A partir de então, iniciou uma série de telefonemas ao marido, com quem era casada há oito anos, pedindo um resgate no valor de R$ 100 mil.

“É um absurdo o que a história falsa dela provocou. Além dos policiais daqui, mobilizamos o Grupo Antisequestro, da Delegacia Estadual de Investigação Criminal (DEIC), a Gerência de Inteligência da Polícia Civil e o Grupo Garra, de São Paulo”, afirmou o delegado Glênio Ricardo Alves da Costa, responsável pela investigação, ao Popular. Segundo Costa, Werica comprou a passagem para São Paulo no dia 9 de maio.

Em Santo André, na região metropolitana da capital paulista, ela se registrou em um hotel com o próprio nome. De lá, enviou fotografias com a boca amordaçada, simulando um sequestro, tiradas no quarto. Quando foi localizada, a mulher estava com um celular na mão e insistiu que estava acompanhada do suposto autor do sequestro. A pessoa, contudo, não foi descoberta.

Motivação
Mesmo após ter sido descoberta, Werica continuo mantendo a versão de que teria sido vítima de um sequestro, informa o jornal goiano. Segundo o delegado, a família afirmou não entender a motivação da farsa e alegou que não havia problemas no meio familiar.

Werica vai responder ao inquérito em liberdade. O delegado de Santo André, segundo Glênio Ricardo, decidiu não registrar um flagrante por extorsão e fará a investigação por portaria. “Nesta sexta-feira (1º) eu e minha equipe ficamos das 8 às 22 horas trabalhando nesse caso”, lamentou o delegado.