PGR abre apuração sobre movimentação de funcionários de Bolsonaro na Câmara

Augusto Aras vai apurar se houve irregularidade nas movimentações salariais, entre os anos de 1991 e 2018, por assessores do então deputado

atualizado 16/09/2020 12:41

Igo Estrela/Metrópoles

O procurador-geral da República, Augusto Aras, determinou a abertura de uma apuração preliminar em relação a movimentação de funcionários do gabinete de Jair Bolsonaro (sem partido), à época em que ele era deputado federal.

O órgão vai avaliar se há elementos que indiquem alguma irregularidade nas movimentações salariais, entre os anos de 1991 e 2018, por parte de assessores que trabalharam no gabinete de Bolsonaro, na Câmara dos Deputados.

A decisão de Aras foi comunicada ao Supremo Tribunal Federal (STF) após o Ministério Público Federal (MPF) ter sido provocado a se manifestar a respeito de um pedido de investigação feito por um advogado.

Reportagem do jornal “Folha de São Paulo” publicada em julho deste ano mostrou que funcionários eram exonerados e recontratados no mesmo dia e tinham salários aumentados, o que não impedia que pouco tempo depois tivessem as remunerações reduzidas a menos de metade.

“Ao tomar conhecimento dos fatos descritos na presente petição, foi instaurada notícia de fato [apuração preliminar] no âmbito desta Procuradoria-Geral da República, voltada para a sua averiguação preliminar”, disse o procurador-geral.

Segundo Aras, “na eventualidade de surgirem indícios suficientes de uma possível prática ilícita pelo representado serão adotadas as medidas cabíveis junto a essa Corte suprema”.

Veja a íntegra da manifestação de Aras:

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